quinta-feira, 31 de março de 2011
Amor Desmedido
Cuida amor
O Calor é sintonia
A ventania leve e o beijo
No desejo ruidoso
É caridoso o pensamento.
No vai e vem de gangorras
Sonoras vestes
Despes o versejo
No ensejo que deleita
Aceita e aproveita.
Amor desmedido
Colidido rompe o açoite
E na noite vem,
Quem sabe vamos fazer o neném?
Diana Balis
Catatau
Respiro
o canto insiste
é cisne deslumbrante
tudo o mais em mim sucumbe
sou cântaro, pluma e pranto
camaleão-calígrafo sem rumo e alguma rima
a minha poesia é menor
dirá a crítica amanhã.
E de que me valerá,
se estarei morta?

não, não estarei morta
serei igual a borboleta
que se fingiu de porta
não quero ser famosa
nem dar entrevistas
muito menos que especulem minha vida
apenas meus poemas
podem ser especulados,
mastigados, lidos de mil modos -
minha melhor pele
fiz o caminho inverso dos outros poetas
vivi primeiro
a erudição veio depois
a arte me salvou a vida
um poema pode levar dias para ser concebido
também o contrário pode acontecer
diversos versos aflorarem de uma vez
é como se diversos espíritos de poetas mortos te visitassem
e colocassem nos teus dedos palavras comoventes
o poeta precisa da situação criadora
a qual não combina com fama
pode combinar com cama, clima, clamor
todo poeta é amor
em palavras
mesmo quando a palavra é dura
há os que precisam de palavras duras
de hoje em diante o meu amor será eterno e duro
desses que se levanta da cama com vontade de dormir
mas com rigidez se põe de pé e se encaminha
(ante a vontade de desistir), a estrela que me guia
a dizer: lá na frente está tua fantasia
o pote inexistente no arco-íris
faço de conta e tantas contas fiz
que nem me levo mais em conta
farei poemas doces
a arte é a única mentira verdadeira e pura
a arte e o mar e o rio e o céu estão em mim
feito perfume.
o canto insiste
é cisne deslumbrante
tudo o mais em mim sucumbe
sou cântaro, pluma e pranto
camaleão-calígrafo sem rumo e alguma rima
a minha poesia é menor
dirá a crítica amanhã.
E de que me valerá,
se estarei morta?

não, não estarei morta
serei igual a borboleta
que se fingiu de porta
não quero ser famosa
nem dar entrevistas
muito menos que especulem minha vida
apenas meus poemas
podem ser especulados,
mastigados, lidos de mil modos -
minha melhor pele
fiz o caminho inverso dos outros poetas
vivi primeiro
a erudição veio depois
a arte me salvou a vida
um poema pode levar dias para ser concebido
também o contrário pode acontecer
diversos versos aflorarem de uma vez
é como se diversos espíritos de poetas mortos te visitassem
e colocassem nos teus dedos palavras comoventes
o poeta precisa da situação criadora
a qual não combina com fama
pode combinar com cama, clima, clamor
todo poeta é amor
em palavras
mesmo quando a palavra é dura
há os que precisam de palavras duras
de hoje em diante o meu amor será eterno e duro
desses que se levanta da cama com vontade de dormir
mas com rigidez se põe de pé e se encaminha
(ante a vontade de desistir), a estrela que me guia
a dizer: lá na frente está tua fantasia
o pote inexistente no arco-íris
faço de conta e tantas contas fiz
que nem me levo mais em conta
farei poemas doces
a arte é a única mentira verdadeira e pura
a arte e o mar e o rio e o céu estão em mim
feito perfume.
Ninguém
Toquei minha pele na pele do meu
inimigo. Nunca mais escrevi nome
algum. Ninguém: é o que sou.
Hiberno. Até que tudo retome um
sentido. O desassossego é para ser
sentido a sós.
Beijei a face do meu inimigo. Uma e
Outra. Ele ofereceu-me o corpo.
Negado três vezes: judiação.
Com lâmina afiada, arranquei a pele
do meu braço e rosto. Pergaminho
para escrever nenhum nome.
Hiberno. Enquanto meu corpo se
reveste.
Pele macia a do inimigo. Lobo vestido
de algodão. Boca e língua de castigo.
O verbo: emudecido.
Hiberno.
Poema finalista do Prêmio OFF FLIP 2010
inimigo. Nunca mais escrevi nome
algum. Ninguém: é o que sou.
Hiberno. Até que tudo retome um
sentido. O desassossego é para ser
sentido a sós.
Beijei a face do meu inimigo. Uma e
Outra. Ele ofereceu-me o corpo.
Negado três vezes: judiação.
Com lâmina afiada, arranquei a pele
do meu braço e rosto. Pergaminho
para escrever nenhum nome.
Hiberno. Enquanto meu corpo se
reveste.
Pele macia a do inimigo. Lobo vestido
de algodão. Boca e língua de castigo.
O verbo: emudecido.
Hiberno.
Poema finalista do Prêmio OFF FLIP 2010
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
O Ciúme
Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia
Tudo esbarra embriagado de seu lume
Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme
O ciúme lançou sua flecha preta
E acertou no meio exato da garganta
Quem nem alegre nem triste nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta
Velho Chico vens de Minas
De onde o oculto do mistério se escondeu
Sei que o levas todo em ti, não me ensinas
E eu sou só, eu só, eu só, eu
Juazeiro, nem te lembras dessa tarde
Petrolina, nem chegaste a perceber
Mas, na voz que canta tudo ainda arde
Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê
Tanta gente canta, tanta gente cala
Tantas almas esticadas no curtume
Sobre toda estrada, sobre toda sala
Paira, monstruosa, a sombra do ciúme
Caetano Veloso
Tudo esbarra embriagado de seu lume
Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme
O ciúme lançou sua flecha preta
E acertou no meio exato da garganta
Quem nem alegre nem triste nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta
Velho Chico vens de Minas
De onde o oculto do mistério se escondeu
Sei que o levas todo em ti, não me ensinas
E eu sou só, eu só, eu só, eu
Juazeiro, nem te lembras dessa tarde
Petrolina, nem chegaste a perceber
Mas, na voz que canta tudo ainda arde
Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê
Tanta gente canta, tanta gente cala
Tantas almas esticadas no curtume
Sobre toda estrada, sobre toda sala
Paira, monstruosa, a sombra do ciúme
Caetano Veloso
O Tolo na Colina
Dia após dia, sentado e só No alto de uma colina Um homem vive a pensar Ninguém sabe o nome dele Nem se importam com o que ele faz Todos caçoam dele Pois um homem normal Não se importa nem vê Que os olhares do mal Brilham mais que os do bem Noite após noite Sem par estará Impassivelmente sentado Um estático doido a pensar Ninguém viu nos olhos dele Nunca o som de uma só palavra Todos só fogem dele Pois um homem normal Não se importa nem vê Que os olhares do mal
Brilham mais que os do bem Ninguém viu que deus é o tolo Que habitava na sua carne Pena não perceberem
Zé Ramalho
Cativar...
Que quer dizer "cativar"?
É uma coisa muito esquecida...
Significa criar laços...
Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a 100
mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim...
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás
para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol.
Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros.
Os outros passsos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me
chamará para fora da toca, como se fosse música... Então será
maravilhoso quando me tiveres cativado!...
Por favor...cativa-me!
A gente só conhece bem as coisas que cativoui... Mas como não
existem lojas de amigos... Se tu queres um amigo, cativa-me!...
Que é preciso fazer?
É preciso ser paciente... Tu te sentarás primeiro um pouco longe de
mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não
dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas,
cada dia, te sentarás mais perto...
Vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem
cativastes a ninguém... Sois como era a minha raposa. Era uma
raposa igual a 100 mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo.
Antoine de Saint-Exupéry, O pequeno príncipe
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Tão Bem
Ela me encontrou
Eu tava por aí
Num estado emocional tão ruim
Me sentindo muito mal...
Perdido, sozinho
Errando de bar em bar
Eh!
Procurando não achar
Oh! Yeah!...
Ela demonstrou tanto prazer
De estar em minha companhia
Eu experimentei uma sensação
Que até então não conhecia...
De se querer bem
De se querer quem se tem...
E ela me faz tão bem
Ela me faz tão bem
Que eu também quero
Fazer isso por ela
Ela me faz tão bem
Ela me faz tão bem
Que eu também quero
Fazer isso por ela...
Lulu Santos
Eu tava por aí
Num estado emocional tão ruim
Me sentindo muito mal...
Perdido, sozinho
Errando de bar em bar
Eh!
Procurando não achar
Oh! Yeah!...
Ela demonstrou tanto prazer
De estar em minha companhia
Eu experimentei uma sensação
Que até então não conhecia...
De se querer bem
De se querer quem se tem...
E ela me faz tão bem
Ela me faz tão bem
Que eu também quero
Fazer isso por ela
Ela me faz tão bem
Ela me faz tão bem
Que eu também quero
Fazer isso por ela...
Lulu Santos
Meninos
Vou pro campo
No campo tem flores
As flores têm mel
E mais de noitinha estrelas no céu
O céu da boca da onça é escuro
Não cometa, não cometa, não cometa furo
Pimenta malagueta não é pimentão
Vou pro campo
Acampar no mato
No mato tem pato, gato e carrapato
Canto de cachoeira
Dentro d'água pedrinhas redondas
Quem não sabe nadar não caia nessa onda
A cachoeira é funda e afunda
Não sou tanajura mas eu crio asas
E com os vagalumes eu quero voar
O céu estrelado hoje é minha casa
Que fica mais bonita quando tem luar
Eu quero acordar com os passarinho
Cantar uma canção com o sabiá
Dizem que verrugas são estrelas
Que a gente aponta
Que a gente conta antes de dormir
Eu tenho contado mas não tem nascido
Isso é história de nariz comprido
Deixe de mentir
Os sete anões pequeninos
Sete corações de meninos
E a alma leve
São folhas e flores ao vento
O sorriso e o sentimento
Da Branca de Neve
Não sou tanajura mas eu crio asas
E com os vagalumes eu quero voar
O céu estrelado hoje é minha casa
Que fica mais bonita quando tem luar
Eu quero acordar com os passarinhos
Cantar uma canção com o sabiá
Quero acordar com os passarinhos
Cantar uma canção com o sabiá
Renato Teixeira
No campo tem flores
As flores têm mel
E mais de noitinha estrelas no céu
O céu da boca da onça é escuro
Não cometa, não cometa, não cometa furo
Pimenta malagueta não é pimentão
Vou pro campo
Acampar no mato
No mato tem pato, gato e carrapato
Canto de cachoeira
Dentro d'água pedrinhas redondas
Quem não sabe nadar não caia nessa onda
A cachoeira é funda e afunda
Não sou tanajura mas eu crio asas
E com os vagalumes eu quero voar
O céu estrelado hoje é minha casa
Que fica mais bonita quando tem luar
Eu quero acordar com os passarinho
Cantar uma canção com o sabiá
Dizem que verrugas são estrelas
Que a gente aponta
Que a gente conta antes de dormir
Eu tenho contado mas não tem nascido
Isso é história de nariz comprido
Deixe de mentir
Os sete anões pequeninos
Sete corações de meninos
E a alma leve
São folhas e flores ao vento
O sorriso e o sentimento
Da Branca de Neve
Não sou tanajura mas eu crio asas
E com os vagalumes eu quero voar
O céu estrelado hoje é minha casa
Que fica mais bonita quando tem luar
Eu quero acordar com os passarinhos
Cantar uma canção com o sabiá
Quero acordar com os passarinhos
Cantar uma canção com o sabiá
Renato Teixeira
sábado, 27 de novembro de 2010
Cajueiro Velho
Cajueiro velho
Vergado e sem folhas
Sem frutos, sem flores
Sem vida, afinal
Eu que te vi
Florido e viçoso
Com frutos tão doces
Que não tinha igual
Não posso deixar
De sentir uma tristeza
Pois vejo que o tempo
Tornou-te assim
Infelizmente também é certeza
Que ele fará o mesmo de mim
Já trago no rosto
Sinais de velhice
Pois da meninice
Não tenho mais traços
Começo a vergar como tu, cajueiro
Que foi meu companheiro
Dos primeiros passos
Portanto
Não tens diferença de mim
Seguimos marchando
Em uma só direção
Agora me resta da vida o fim
E da mocidade a recordação
Vergado e sem folhas
Sem frutos, sem flores
Sem vida, afinal
Eu que te vi
Florido e viçoso
Com frutos tão doces
Que não tinha igual
Não posso deixar
De sentir uma tristeza
Pois vejo que o tempo
Tornou-te assim
Infelizmente também é certeza
Que ele fará o mesmo de mim
Já trago no rosto
Sinais de velhice
Pois da meninice
Não tenho mais traços
Começo a vergar como tu, cajueiro
Que foi meu companheiro
Dos primeiros passos
Portanto
Não tens diferença de mim
Seguimos marchando
Em uma só direção
Agora me resta da vida o fim
E da mocidade a recordação
João Carlos
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
A Porta
"Sou feita de madeira
madeira, matéria morta
não há coisa no mundo
mais viva do que uma porta
eu abro devagarinho
pra passar o menininho
eu abro bem com cuidado
pra passar o namorado
eu abro bem prazenteira
pra passar a cozinheira
eu abro de supetão
pra passar o capitão
eu fecho a frente da casa
fecho a porta do quartel
eu fecho tudo no mundo
só vivo aberta no céu!
Sou feita de madeira
madeira, matéria morta
não há coisa no mundo
mais viva do que uma porta"

eu abro devagarinho
pra passar o menininho
eu abro bem com cuidado
pra passar o namorado
Vinícius de Moraes
madeira, matéria morta
não há coisa no mundo
mais viva do que uma porta
eu abro devagarinho
pra passar o menininho
eu abro bem com cuidado
pra passar o namorado
eu abro bem prazenteira
pra passar a cozinheira
eu abro de supetão
pra passar o capitão
eu fecho a frente da casa
fecho a porta do quartel
eu fecho tudo no mundo
só vivo aberta no céu!
Sou feita de madeira
madeira, matéria morta
não há coisa no mundo
mais viva do que uma porta"

eu abro devagarinho
pra passar o menininho
eu abro bem com cuidado
pra passar o namorado
Vinícius de Moraes
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Ares de Primavera
Flor perdida no vento,
mensageira que veio de longe
traz letra cifrada em suas pétalas,
traz cor que desconhecia,
traz luz que pensei perdida.
mensageira que veio de longe
traz letra cifrada em suas pétalas,
traz cor que desconhecia,
traz luz que pensei perdida.

Flor celeste, girassol lunar.
Não traz voz, mas pulsar cardíaco.
Sorri, pois sabe que lhe espero.
Olhe-me, e lhe descubro oculta.
E finge estar perdida,
mas sei que lhe encontro.
E acompanha horas que se foram,
E se aninha no crepuscular da tarde,
na aurora que rompe a madrugada.
Flor que viajou despida de corpo,
que veio apenas na forma de essência.
E visita para depois deixar apenas fragrância,
perfume que encanta e traduz saudade.
Saudade de que, se é objeto oculto?
Se faz-se de mentira cheia de verdades?
Buquê de rosas, espinhos e pétalas.
E no toque de carícia,
oculta-se nos espelhos,
no mundo virtual de sua irrealidade.
E brinda o cálice de doçura e fel,
pois que traz contradição de ser.
E ser é inevitável, não tem rota de fuga,
pois que se encontra no horário,
na data marcada, no tempo perdido,
nas vozes que cantam uma canção,
nas poesias que desfizeram-se em sílabas
que desmontaram-se em letras,
que fizeram o caos viver em harmonia,
que criaram sementes na primavera,
que fugiram levando os outonos,
que roubaram o frio do inverno
E finge estar perdida,
mas sei que lhe encontro.
E acompanha horas que se foram,
E se aninha no crepuscular da tarde,
na aurora que rompe a madrugada.
Flor que viajou despida de corpo,
que veio apenas na forma de essência.
E visita para depois deixar apenas fragrância,
perfume que encanta e traduz saudade.
Saudade de que, se é objeto oculto?
Se faz-se de mentira cheia de verdades?
Buquê de rosas, espinhos e pétalas.
E no toque de carícia,
oculta-se nos espelhos,
no mundo virtual de sua irrealidade.
E brinda o cálice de doçura e fel,
pois que traz contradição de ser.
E ser é inevitável, não tem rota de fuga,
pois que se encontra no horário,
na data marcada, no tempo perdido,
nas vozes que cantam uma canção,
nas poesias que desfizeram-se em sílabas
que desmontaram-se em letras,
que fizeram o caos viver em harmonia,
que criaram sementes na primavera,
que fugiram levando os outonos,
que roubaram o frio do inverno
e criaram o seu próprio verão.
E no calor de si, no afeto suave,
fez-se beijo na face, trocou carícias,
para depois depositar-se nos lábios
que, em seu silêncio, perderam palavras.
Murmuram dizeres, sons sem sentidos
que brotaram em significados,
em sentidos e sentimentos
que, por fim, fizeram-se emoções
que repousaram num cantinho do coração.
fez-se beijo na face, trocou carícias,
para depois depositar-se nos lábios
que, em seu silêncio, perderam palavras.
Murmuram dizeres, sons sem sentidos
que brotaram em significados,
em sentidos e sentimentos
que, por fim, fizeram-se emoções
que repousaram num cantinho do coração.
Sutilmente
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti.
Composição: Samuel Rosa / Nando Reis
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Cala te
Cala-te
Cala-te, desta paixão desvairada.
Sossega de um amor profundo.
Respira nossa amizade, amada.
E vive teu sonho neste mundo.
Cala-te, deste teus desejos amantes.
Sossega tuas noites de insônia.
Respira nossos carinhos, delirantes.
E vive em espirito, de paz e harmonia.
Cala-te, esta tua boca, doce.
Sossega nos beijos que te dei.
Respira o meu cheiro, que te trouxe.
E vive as horas que lá deixei.
Cala-te, de todo pensamento, amargo.
Sossega em flores amenas.
Respira seus momentos, em sorriso largo.
E vive das lembranças serenas.
Cala-te, esta tua voz, macia.
Sossega em minhas palavras, prometida.
Respira nos encantos da magia.
E vive nos conselhos, de frases proferidas.
Cala-te, por um só momento.
Sossega este teu corpo sagrado.
Respira tua espera, ao sabor do vento.
E vive, alimenta, deste teu amado.
Cala-te, desta paixão desvairada.
Sossega de um amor profundo.
Respira nossa amizade, amada.
E vive teu sonho neste mundo.
Cala-te, deste teus desejos amantes.
Sossega tuas noites de insônia.
Respira nossos carinhos, delirantes.
E vive em espirito, de paz e harmonia.
Cala-te, esta tua boca, doce.
Sossega nos beijos que te dei.
Respira o meu cheiro, que te trouxe.
E vive as horas que lá deixei.
Cala-te, de todo pensamento, amargo.
Sossega em flores amenas.
Respira seus momentos, em sorriso largo.
E vive das lembranças serenas.
Cala-te, esta tua voz, macia.
Sossega em minhas palavras, prometida.
Respira nos encantos da magia.
E vive nos conselhos, de frases proferidas.
Cala-te, por um só momento.
Sossega este teu corpo sagrado.
Respira tua espera, ao sabor do vento.
E vive, alimenta, deste teu amado.
Angelo Sansivieri
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Setembro... Mês em Que Nasci ( Para meu filho Igor)
Setembro…
Início da primavera
Mês em que nasci
A traquinice da infância
Vai longínqua
A graça da moçoila, de
Inocência frenética
Também
Onde a experiência
Dorida
Se fez…
Foram tantos os caminhos
Início da primavera
Mês em que nasci
A traquinice da infância
Vai longínqua
A graça da moçoila, de
Inocência frenética
Também
Onde a experiência
Dorida
Se fez…
Foram tantos os caminhos
Largos e longos, que deslumbrei
Ruelas, onde tropecei e cai
Vezes sem conta, porque acreditei!
Corri veloz
Atrás dos sonhos
E de sonhos, não passaram
Nenhum se realizou
Na dureza da vida
Continuei…
Longa foi a espera no leito
Da esperança, reconstruir o crer
Há que luta, férrea travada
E eis, que
Caminhos, outros se abriram
Com a graça Divina
Onde renasce…
Mulher, mantendo o coração
De criança, o brincar de garota
A emoção da grandeza do amor
Vivido autêntico, sem a ilusão do sonho
Na descoberta da razão
De minha existência…
Vezes sem conta, porque acreditei!
Corri veloz
Atrás dos sonhos
E de sonhos, não passaram
Nenhum se realizou
Na dureza da vida
Continuei…
Longa foi a espera no leito
Da esperança, reconstruir o crer
Há que luta, férrea travada
E eis, que
Caminhos, outros se abriram
Com a graça Divina
Onde renasce…
Mulher, mantendo o coração
De criança, o brincar de garota
A emoção da grandeza do amor
Vivido autêntico, sem a ilusão do sonho
Na descoberta da razão
De minha existência…
Setembro que és
Ano após ano
Recomeçado…
Ano após ano
Recomeçado…
Anônimo
Poema da Amazônia
Em meio ao seu verde,
o fogo arde queimando o nosso pulmão.
Os pássaros perdem seus galhos,
em desespero voam sem rumo na imensidão.
Os animais correm em círculos,
perdidos na fumaça da morte certa.
Os gritos das aves, dos animais, das plantas...
Não são ouvidos pelos homens do poder sem visão...
Que não reconhecem o ciclo
da natureza que tenta em desespero...
Limpar o ar que sujamos
com nossos carros, nossas indústrias...
Quebrando o ciclo da água,
reduzindo as chuvas...
Até chegar as grandes cidades,
nos nossos campos que na seca matarão os gados...
A abundância das frutas brasileiras
desaparecerão das nossas mesas.
Haverá dor naqueles que por muitas vezes
jogaram as frutas no lixo...
E lágrimas rolarão sobre os olhos
daqueles que a colhiam para comer...
Sentindo-nos impotentes,
perguntaremos a nós mesmos:
O que fizemos com a nossa Amazônia?
O que não fizemos por ela..
Regina Eenas Martins
Poema da Árvore
As árvores crescem sós. E a sós florescem.
Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.
Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.
Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,
e as sementes preparam novas árvores.
E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.
Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.
As árvores não.
Solitárias, as árvores,
exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
stendem os braços como se implorassem;
com o vento soltam ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa não é sua.
Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
a crescer e a florir sem consciência.
Virtude vegetal viver a sós
e entretanto dar flores.
António Gedeão
Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.
Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.
Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,
e as sementes preparam novas árvores.
E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.
Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.
As árvores não.
Solitárias, as árvores,
exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
stendem os braços como se implorassem;
com o vento soltam ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa não é sua.
Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
a crescer e a florir sem consciência.
Virtude vegetal viver a sós
e entretanto dar flores.
António Gedeão
Sol de Primavera
Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez
Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar
Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
Aprender
Juntos outra vez
Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar
Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
Aprender
Beto Guedes
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Balada De Agosto
Lá fora a chuva desaba e aqui no meu rosto
Cinzas de agosto e na mesa o vinho derramado
Tanto orgulho que não meço
O remorso das palavras que não digo
Mesmo na luz não há quem possa se esconder no escuro
Duro caminho o vento a voz da tempestade
No filme ou na novela
É o disfarce que revela o bandido
Meu coração vive cheio de amor e deserto
Perto de ti dança a minha alma desarmada
Nada peço ao sol que brilha
Se o mar é uma armadilha nos teus olhos
Composição: (fagner E Zeca Baleiro)
Cinzas de agosto e na mesa o vinho derramado
Tanto orgulho que não meço
O remorso das palavras que não digo
Mesmo na luz não há quem possa se esconder no escuro
Duro caminho o vento a voz da tempestade
No filme ou na novela
É o disfarce que revela o bandido
Meu coração vive cheio de amor e deserto
Perto de ti dança a minha alma desarmada
Nada peço ao sol que brilha
Se o mar é uma armadilha nos teus olhos
Composição: (fagner E Zeca Baleiro)
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Coração de Estudante
Quero falar de uma coisa
Adivinha onde ela anda
Deve estar dentro do peito
Ou caminha pelo ar
Pode estar aqui do lado
Bem mais perto que pensamos
A folha da juventude
É o nome certo desse amor
Já podaram seus momentos
Desviaram seu destino
Seu sorriso de menino
Quantas vezes se escondeu
Mas renova-se a esperança
Nova aurora, cada dia
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos dê
Flor flor o o e fruto
Coração de estudante
Há que se cuidar da vida
Há que se cuidar do mundo
Tomar conta da amizade
Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes, planta e sentimento
Folhas, coração,
Juventude e fé.
Milton Nascimento
Adivinha onde ela anda
Deve estar dentro do peito
Ou caminha pelo ar
Pode estar aqui do lado
Bem mais perto que pensamos
A folha da juventude
É o nome certo desse amor
Já podaram seus momentos
Desviaram seu destino
Seu sorriso de menino
Quantas vezes se escondeu
Mas renova-se a esperança
Nova aurora, cada dia
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos dê
Flor flor o o e fruto
Coração de estudante
Há que se cuidar da vida
Há que se cuidar do mundo
Tomar conta da amizade
Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes, planta e sentimento
Folhas, coração,
Juventude e fé.
Milton Nascimento
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Pai
Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...
Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...
Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...
Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...
Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...
Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...
Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...
Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...
Fábio Jr.
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...
Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...
Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...
Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...
Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...
Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...
Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...
Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...
Fábio Jr.
Assinar:
Postagens (Atom)





















